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Brasil tem o pior 1º semestre para geração de empregos desde 2020

O mercado de trabalho brasileiro registrou o resultado mais fraco para um primeiro semestre desde 2020, ano marcado pelos efeitos da pandemia sobre a atividade econômica. Os dados oficiais de geração de vagas com carteira assinada mostram desaceleração em relação aos primeiros semestres dos últimos anos.

Setores de serviços e comércio puxam a desaceleração

Analistas apontam que o ritmo mais fraco de contratações reflete o efeito cumulativo dos juros altos sobre o crédito e o consumo das famílias, além de uma base de comparação mais forte nos anos anteriores, quando a recuperação pós-pandemia ainda impulsionava a criação de vagas.

Setores como serviços e comércio, tradicionalmente os maiores empregadores do país, tiveram desempenho mais tímido no período, enquanto a indústria manteve um comportamento mais estável, sustentada em parte pela demanda externa por commodities.

O que economistas esperam para o segundo semestre

Para o restante do ano, a expectativa de parte do mercado financeiro é de uma geração de empregos ainda moderada, condicionada à trajetória da taxa de juros e ao ritmo de atividade econômica. Um eventual início de ciclo de cortes na taxa básica poderia aliviar o custo do crédito para empresas e, com isso, favorecer novas contratações ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o mercado de trabalho brasileiro segue com taxa de desemprego historicamente baixa na comparação com a última década, o que sugere um cenário de acomodação, e não de deterioração abrupta, segundo avaliação de especialistas ouvidos por veículos econômicos nos últimos dias.

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