O número de acidentes com picadas de escorpião no Brasil cresceu de forma expressiva na última década, com alta de 350% em um período de 12 anos, segundo levantamento baseado em dados oficiais de vigilância em saúde. O total de casos registrados já ultrapassa 1,7 milhão de ocorrências no período analisado.
Por que os acidentes aumentaram tanto
Especialistas apontam que a urbanização desordenada, o acúmulo de entulho em áreas urbanas e as mudanças climáticas favorecem a proliferação de escorpiões em cidades brasileiras. Esses animais encontram nesses ambientes condições ideais de abrigo e alimentação, já que se aproximam de locais com grande concentração de insetos, sua principal fonte de alimento.
Regiões metropolitanas de grande porte concentram boa parte dos registros, mas o fenômeno também tem se espalhado para cidades médias, o que reforça a preocupação de autoridades de saúde pública com a ampliação da área de risco no território nacional.
Estados com maior número de casos
Três estados concentram a maior parte dos acidentes registrados nos últimos anos, refletindo tanto a densidade populacional quanto as condições climáticas favoráveis à espécie. Autoridades sanitárias reforçam a importância de medidas simples de prevenção, como vedar frestas em residências, manter quintais limpos e evitar acúmulo de entulho, além de buscar atendimento médico imediato em caso de picada, já que o soro antiescorpiônico é eficaz quando administrado rapidamente.
O Ministério da Saúde mantém programas de distribuição de soro em unidades de saúde de todo o país, especialmente nas regiões consideradas de maior incidência.




